| Robert Kirkman, o criador de The Walking Dead, fala sobre suas
inspirações, mudanças de roteiro e por quanto tempo ainda pretende levar
a história.
ATENÇÃO!
Este é um artigo sobre os quadrinhos de The Walking Dead e contém SPOILERS até a edição 110. Por dez anos Robert Kirkman guiou leitores através de um mundo tomado por zumbis, com personagens queridos tendo mortes terríveis. Sim, é uma década de The Walking Dead nos quadrinhos que se completa em 2013 e as comemorações já começaram com vários eventos nos EUA, como a Image Expo, exposição da editora Image que publica os quadrinhos, e a New York Comic Con (NYCC), que acontecerá neste mês de outubro. Além do tão aguardado arco All Out War (Guerra Total), que mostrará Rick lutando com três outras comunidades de sobreviventes em 12 edições quinzenais. E durante a Image Expo o site Comic Book Resources conversou com Kirkman, que falou sobre diversos pontos interessantes, como “Dead Planet”, uma história sobre zumbis de outro planeta que acabou sendo adaptada e serviu de base para The Walking Dead. O autor comenta que “sentia que precisava fazer algo mais próximo à realidade”. E Michonne era uma personagem originalmente criada para essa série, além de mostrar Rick formando um exército para tentar salvar o mundo. Fãs dos quadrinhos devem se lembrar de algo parecido na edição 75. Kirkman também respondeu perguntas de fãs, acalmando-os sobre o futuro dos quadrinhos: “Eu tenho ideias para anos e anos de publicações” e sobre as mudanças nos roteiros dos quadrinhos após o sucesso da série de TV: “Nenhuma mudança. Nada”. Kirkman também comenta sobre seus planejamentos com os roteiros: As ideias que eu tive no passado sobre como seria o desenrolar da história nos quadrinhos já mudaram bastante. Michonne já deve ter morrido em diversas ocasiões, mas isso foi mudado. E a forma como Glenn morreu já havia sido planejada há anos. Eu tinha em mente toda aquela parte que o vilão faz uni-duni-tê para escolher a pessoa que vai matar desde a edição 60 mais ou menos. Mas eu já sabia que o Glenn seria o escolhido, estava tentando levantar as expectativas dos leitores.Outra mudança feita de última hora foi sobre o personagem Negan, que era para ter morrido em apenas três edições após sua estreia na edição 100: A ideia inicial da edição 103 era para mostrar inicialmente Rick levando uma caixa de papelão para uma colina. E no final ele mostraria o conteúdo da caixa, a cabeça de Negan, como presente para Maggie. Kirkman também tem suas preferências. Ele admitiu ser bem apegado à Andrea quando perguntado sobre qual seria seu personagem favorito. Mas fez questão de destacar que isso não é nenhuma vantagem: Eu também sinto muito a falta de Glenn. E eu realmente gostava do Axel e do Tyreese. E todos eles estão mortos. Mas sendo honesto, Carl é o meu personagem favorito, por ser o mais estranho… uma das coisas mais divertidas de The Walking Dead é ver o crescimento de Carl. É como eu imagino que ele cresceria neste ambiente.Outro ponto levantado foi sobre a série de TV e quanto tempo demorou para ela ser adaptada dos quadrinhos: Começamos a pensar sobre a adaptação para a TV em 2005. Demorou 4 anos para desenvolvermos a ideia. A série de TV tem vários roteiristas, 8 pessoas que se dão muito bem e estão com as ideias alinhadas.Kirkman respondeu a fãs preocupados com os quadrinhos agora que há um desenhista extra ajudando Adlard, Stefano Gaudiano: É muito importante para mim que o traço não mude muito. 90% dos leitores não perceberão mudanças. Quando perguntado sobre planos para o final, a resposta é que a história não está nem próximo do fim. Ao ser pressionado para contar se há um final minimamente planejado, a resposta foi: Há um final para The Walking Dead em mente, e como isso acontecerá. Como você acha que será o final de The Walking Dead? |
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Robert Kirkman sobre a HQ: “Michonne já deveria ter morrido em diversas ocasiões”
Robert Kirkman fala sobre All Out War: O foco irá além de Rick e seu grupo
Dia 9 de outubro de 2013 marca o início de um novo e diferente capítulo da duradoura história de The Walking Dead. É a estreia do arco “All Out War” (Guerra Total), que terá 12 edições (o dobro dos 19 arcos anteriores, de 6 edições cada), será quinzenal e irá além da mera questão de sobrevivência para entrar nos desafios da reconstrução da sociedade.
Alexandria, O Alto do Morro (The Hilltop), Os Salvadores (The Saviors) e O Reinado (The Kingdom). Estas 4 comunidades de sobreviventes, cada uma com seus próprios objetivos e lideranças, terão que negociar, formar alianças e lutar até a morte.
Para esclarecer melhor o que vem por aí, o criador Robert Kirkman conversou com o site Comic Book Resources (CBR) durante a Image Expo 2013 e falou um pouco mais sobre o que esperar do futuro da série e as mudanças na narrativa.
CBR: Com o anúncio deste novo arco, cujo foco será na guerra entre 4 facções de sobreviventes, qual será a relevância dos zumbis? Eles ainda são a maior ameaça aos vivos?
Robert Kirkman: Os zumbis ainda estarão bem presentes, mas exploraremos o fato das pessoas estarem mais organizadas e capazes de trabalharem em conjunto. Há muitas pessoas em Alexandria, muitos outros no Alto do Morro e ainda mais no Reinado. São grupos aparentemente pacíficos que limparam os zumbis das proximidades e construíram zonas de seguranças. Mas os zumbis ainda existem, eles ainda estarão presentes.
Ainda haverá histórias mostrando o quão perigosos são os zumbis, mas já passamos de 100 edições e as coisas precisam evoluir. Acho que já chegamos em um patamar em The Walking Dead em que ainda temos um mundo com mortos-vivos, mas com pessoas que já lidam com eles há muito tempo. Eles sabem o que fazer e existem apenas algumas situações em que eles representam perigo. Essas situações ainda acontecerão, pois é uma história de zumbis, mas temos muito mais a tratar agora. E eu acho isso muito legal.
Neste novo arco a narrativa sairá do foco do Rick e seu grupo para mostrar mais os líderes das outras facções? Veremos o ponto de vista deles dos acontecimentos atuais?
A história expandirá. Até então sempre foi sobre um grupo, o grupo do Rick. Agora temos 4 grupos distintos de sobreviventes, então teremos tramas que acontecerão exclusivamente no Alto do Morro e outras no Reinado. A história vai se abrir em várias tramas legais, logo teremos sim uma mudança do foco da narrativa.
“All Out War” será quinzenal. Essa decisão foi de alguma forma influenciada pelos fãs de The Walking Dead terem se acostumado com os episódios semanais da série de TV?
Talvez sim, de forma inconsciente. Sempre me incomodou ver gente no Twitter se perguntando o porquê da demora para os quadrinhos e pelos atrasos. Mas The Walking Dead tem estado sem atrasos por cerca de 3 ou 4 anos! É emocionante pois são pessoas que realmente gostam disso e querem mais.
Você já tinha essa ideia de deixar os quadrinhos quinzenais antes dos tweets dos fãs?
Eu tenho discutido a ideia de ser quinzenal com o Charlie Adlard (o artista) desde a edição 10. Ele é realmente rápido e eu sei que ele conseguiria fazer isso. Eu adoro contar essa história e quanto mais eu a conto, mais animado eu fico!
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
The Walking Dead 4ª Temporada: Resumo dos pesonagens
A emissora americana AMC, que exibe a série The Walking Dead nos Estados Unidos, publicou uma descrição dos personagens da 4ª temporada que dá algumas dicas sobre o que os aguarda no futuro.
Com Rick ainda se recuperando da morte da Lori, parece que Daryl terá a chance de tomar a liderança. Como Daryl também está lidando com a perda recente de seu irmão Merle, há dúvidas de que ele conseguirá encabeçar o grupo.
Em um dos trailers dessa temporada, Tyreese é visto beijando a mão de Karen, gerando especulações de que os dois formariam um casal. A descrição oficial da AMC confirma os rumores. No entanto, a descrição de Karen menciona que embora ela esteja ensinando a Tyreese “o que é o amor”, ela está relutante para usar o termo “namorado”, ao se referir a ele.
Confira as descrições completas dos personagens para a 4ª temporada:
Rick Grimes
Rick está se recuperando aos poucos da morte de sua esposa. Com pessoas novas na prisão, a dinâmica do grupo mudou drasticamente e com isso a pressão e as ameaças começaram a se multiplicar. Enquanto isso, Rick luta para voltar a ser o homem que já foi um dia, mas será que ele consegue vencer essa batalha?
Daryl Dixon
Enquanto Daryl ainda lida com a perda de seu irmão, ele agora tem a oportunidade de se tornar um líder. Ele estará à altura dessa responsabilidade?
Glenn Rhee
Glenn está tentando acertar sua relação com Maggie enquanto a mantém a salvo. Será que seu foco na sobrevivência entrará em conflito com a prioridade de Maggie de viver uma vida mais normal possível?
Maggie Greene
Após recobrar sua autoconfiança, Maggie quer de alguma maneira encontrar um modo de viver, e não somente de sobreviver, ainda que o mundo a diga que só o que importa é se manter vivo.
Carl Grimes
Após perder sua mãe e ver seu pai entrar em colapso mental, Carl fica emocionalmente conturbado. Rick quer que o garoto deixe se ser um soldado e volte a ser uma criança. Carl está tentando satisfaz a vontade do pai, mas o mundo pós-apocalíptico vai permitir?
Michonne
Michonne tem dificuldades em se sentir a vontade em grupos, tanto grandes quanto pequenos. E ela também tem assuntos pendentes. Onde ele irá concentrar seus esforços?
Carol Peletier
Carol está confiante e se tornou um membro ativo da comunidade. Agora uma combatente formidável, ela está determinada a não permitir que outras pessoas se tornem vítimas em potencial, como ela costumava ser.
Hershel Greene
Como a voz da razão, Hershel irá novamente fazer decisões críticas. Por quanto tempo ele vai conseguir viver de acordo com seus valores morais? Qual será o preço de abrigar tantas pessoas novas com as ameaças ao redor dele aumentando exponencialmente?
O Governador
O Governador tem negócios pendentes. O que pode parar um homem quando ele está totalmente decidido?
Beth Greene
Beth preza bastante sua posição em um grupo maior. Ela está muito longe de ser a adolescente suícida da segunda temporada. Ela se sente pronta para um relacionamento amoroso, mas será que ela está emocionalmente preparada?
Tyreese
Tyreese se sente sortudo por estar vivo. Ele será capaz de contrabalançar a perda de seu antigo grupo através de sua nova relação com Karen?
Sasha
Com sua personalidade direta e agressiva, a irmã mais nova de Tyresse pode ser a única pessoa capaz de fazê-lo entender o que os outros sobreviventes passaram. Sua abordagem prática à sobrevivência é desafiada pela natureza das novas ameaças e pelos relacionamentos que estão se desenvolvendo.
Karen
Embora Karen esteja relutante em usar a palavra “namorado”, ela ajuda Tyreese a entender o que o amor significa neste novo mundo.
Bob Stookey
Assim como Michonne, Bob tem segredos. Ele está lutando contra seus próprios demônios e se esforçando para controlá-los.
A 4ª temporada de The Walking Dead estreia dia 13 de outubro nos Estados Unidos e dia 15 de outubro no Brasil.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
JBC trará Manga of the Dead para o Brasil

Manga of the Dead é
uma antologia em volume único que reúne histórias distintas em mangá sobre
zumbis. As histórias misturam diversos estilos e temas, tendo deste ficção
científica, terror e sobrenatural, e até ação.
As histórias presentes, com seus respectivos autores
são:
- And I Love Her por Katsuya Terada
- Dead and Fail to Die por Kino Hitoshi
- Yuki Youkai Ningen Organogel por Fukao Atsushi
- Fight of of the Living Dead por Koizumi Tomohiro
- Shitai to Kurasu na
Kodomotachi por Uguisu Sachiko
- Zombie
por Shimada Toranosuke
- Shounen Zombie
por Hiromoto Shinichi
- Shiryou no Mori
por Hokazono Masaya
E está edição estará muito em breve disponível em
nosso idioma, sendo trazida pela editora JBC.
domingo, 6 de outubro de 2013
Empire of the Dead - Projeto de George Romero na Marvel é revelado!

Anteriormente conhecimento apenas como “Of the Dead”, o projeto entre a Marvel (editora responsável por X-men, Vingadores,
Homem Aranha, e outros diversos heróis) e George A.
Romero (pai dos zumbis modernos com seu filme “A Noite dos Mortos-Vivos”
de 1968) finalmente ganhou sinopse e nome oficial.
O projeto em quadrinhos, formado por 15 edições, é Empire of the Dead (Império dos Mortos, em
tradução livre).
O roteiro escrito por George Romero está sendo
adaptado por Alex Maleev, conhecido por seu trabalho nos quadrinhos do
Demolidor.
Como os heróis Marvel já tem o Marvel Zombies é bem
provável que esse projeto se limite a um universo sem super-heróis.
Empire of the Dead
começa a ser publicado em janeiro de 2014 nos EUA.
As cinco maiores mudanças que o seriado fez comparado aos quadrinhos na 1ª temporada de The Walking Dead

A galera do site Den of Geek fez uma releitura das primeiras edições dos quadrinhos de The Walking Dead e contrastaram essas edições com a adaptação delas para a tela, na primeira temporada de The Walking Dead.
É sempre fascinante revisitar os primeiros volumes
de The Walking Dead, “Days Gone Bye” (Dias Passados) e “Miles Behind Us” (Caminhos Trilhados), e os compararmos com o que, eventualmente,
colocaram na adaptação televisiva na AMC quando o seriado estreou, em 2010.
Esses primeiros volumes, que formaram a base para a primeira temporada de The Walking Dead, não são simplesmente um conto
de como o mundo virou uma loucura ou um exercício de atrocidade, mas a simples
narrativa de um homem determinado a voltar pra sua família e finalmente
sobreviver em um mundo em que tudo entrou em colapso. Então, tendo tudo isso em
mente, eles examinaram algumas das maiores mudanças que o seriado fez aos
quadrinhos para continuar deixando os leitores ansiosos e para contar uma
história que se adaptasse mais ao formato televisivo. Cuidado… Se você for novo
no mundo de The Walking Dead, haverá SPOILERS adiante.
01 - A morte precoce de Shane

Nos quadrinhos, Shane é um absoluto contraponto,
servindo como o inimigo humano de Rick enquanto o xerife tenta salvar sua
família e liderar os sobreviventes. Assim que Shane se transforma em zumbi, seu
fim é previsto, enquanto, na série, sua transformação acontece lentamente,
durando duas temporadas completas. O Shane da TV é muito mais detalhado e
funciona como um anti-Rick, enquanto nos quadrinhos, a morte de Shane é uma
lembrança de que matar um ser humano não é a mesma coisa que matar um zumbi, e
que toda vida é preciosa. A grande tragédia nos quadrinhos é que uma vida
humana é desperdiçada, e, até onde os leitores sabem, o grupo de Rick é um
grupo de sobreviventes apenas. Quando Shane é baleado na série (por Rick, e não
por Carl), o grupo já havia conhecido o pessoal de Hershel e existe a noção de
que existem mais sobreviventes. Tenham isso em mente; isso tudo ter sido feito
com retrospectiva deixou as coisas muito mais legais.
Originalmente, The Walking Dead era uma simples
série de quadrinhos de horror pequenos e de cor preta e branca, que deveria
servir fãs hardcore de horror. A audiência estava familiarizada com os tropos e
vieram a ler os quadrinhos com certas expectativas, e essas ideias
pré-concebidas são o que vendeu os livros. Já que os quadrinhos eram mais um
gênero reflexivo do que o espetáculo com zumbis, o volume teve que ser
modificado para a TV, de modo que o conflito Shane/Rick/Lori, que foi resolvido
em doze páginas nos quadrinhos, durou duas temporadas na TV.
Shane não se foi “exposto” até as páginas de
abertura de “Miles Behind Us”, nas quais fica claro para o leitor que Lori caiu
nos braços de Shane para se confortar diante da perda de Rick, de seus pais e
da civilização. Shane responde com um assustador “Eu quero isso há tanto
tempo”, que revela tudo o que o leitor precisa saber sobre a lealdade e a
moralidade de Shane. No momento em que Shane se transforma, nos quadrinhos, seu
destino está selado. Na série, a primeira e a segunda temporadas inflaram a
raiva ardente de Shane, uma característica que, em certos momentos, tornou o
personagem o sobrevivente perfeito. Pense no que foi perdido após a morte de
Shane, a ausência de confusão para Lori e de contraponto para Rick, conforme
eles partem do acampamento inicial. A manutenção da presença de Shane na série
também mudou Andrea, tornando-a mais endurecida e preparando-a para o novo
mundo dela. O criador de The Walking Dead, Robert Kirkman, disse, em muitas
ocasiões, que queria manter Shane vivo nos quadrinhos, mas que a morte desse
personagem fornece um estudo fascinante sobre a diferença entre os quadrinhos e
a série.
02 - Allen, Donna e os gêmeos.

A ausência mais notável de personagens nos
quadrinhos é, certamente, Merle e Daryl, mas existem outros. O seriado não fez
menção ao casal que teve um papel importante nas edições de abertura de The
Walking Dead, Allen e Donna, e seus filhos gêmeos, Billy e Ben. Donna é uma
mulher de meia idade, acima do peso que, mesmo antes de Shane, foi a primeira a
causar atritos quando, logo de cara, não gostou de Andrea e de sua irmã.
Allen era um vendedor de sapatos acima do peso,
barbado, e o casal e seus filhos correspondiam a uma foto da normalidade no
mundo pré-apocalíptico. Allen era uma influência tranquilizadora e um firme
apoiador do grupo, ainda que Donna fosse quem parecia “usar as calças”. A perda
de Donna, de Allen e dos gêmeos na série fez o grupo perder a noção de pessoas
comuns, a esposa mediana e o marido bobo que agora devem sobreviver a um mundo
para o qual não foram criados.
Isso se torna óbvio quando Donna é morta por um
zumbi enquanto está limpando a casa, no início de “Miles Behind Us”. Allen cai
numa profunda depressão e se torna um peso para o grupo. O destino de Allen foi
selado depois (na prisão), mas o acréscimo desse personagem ao grupo foi uma
constante lembrança do que foi perdida e da força necessária para sobreviver
nesse mundo, força essa que Donna e Allen, infelizmente, não tiveram. Donna,
junto de Allen, apareceria na série como membro do grupo de Tyreese, na
terceira temporada.
03 - Sem Merle e Daryl

Substituindo Donna e Allen no grupo de sobreviventes
da série televisiva estão os amados Merle e Daryl. Imaginar The Walking Dead
sem Daryl é como imaginar os X-Men sem o Wolverine, mas essa é a realidade dos
quadrinhos. Até Tyreese aparecer no início do volume 2, o quadrinho tem poucos
lutadores de verdade. Daryl e Merle fornecem uma oportunidade para uma
narrativa centrada na ação, e são dois personagens que manterão os leitores
interessados na série, já que são novas personalidades a serem exploradas.
Também ausente dos quadrinhos está T-Dog, outro
personagem forte do grupo, deixando a disputa pelo papel de macho alfa para
Rick e Shane. O seriado instantaneamente traz diferentes raças e classes para
discussão com o resto do grupo, vendo Merle e Daryl como “lixo branco”,
enquanto Merle olha T-Dog (que é afroamericano) com superioridade.
É claro que, sem Daryl, não há nenhum interesse
amoroso para Carol que, no início dos quadrinhos, é como uma mensagem
codificada, e não uma esposa que sofreu abusos, como é mostrada na série. Carol
não faz muitas coisas nos volumes iniciais, mas, na série, a atração dela por
Daryl é um elemento chave para a morte de seu marido. No início, muitos dos
sobreviventes dos quadrinhos são muito similares, sendo personagens sem muita
ação, como Donna, Allen e Carol, o que provavelmente levou os showrunners a
inserirem dois personagens absolutamente fodões, como Daryl e Merle.
04 - A entrada de Tyreese… muito mais cedo

Na série de TV, os telespectadores não conhecem
Tyreese até que o grupo chega à prisão. Nos quadrinhos, Tyreese, sua filha e
seu futuro genro são introduzidos pouco depois da morte de Shane. Tyreese
recebe o papel de Daryl nos quadrinhos, um guerreiro no comando, no controle,
que serve o grupo com seu coração e sua vontade. Tyreese substituiu Shane como
o verdadeiro co-líder e rapidamente desenvolve laços amorosos com Carol, outra
história paralela com Daryl.
É interessante que os showrunners não trouxeram
Tyreese mais cedo enquanto muitos eventos ocorridos com o grupo na fazenda de
Hershel e na prisão foram moldados pelas ações de Tyreese nos quadrinhos. Sua
lealdade e sua força foram divididas entre Daryl e T-Dog enquanto ele fez a
maior parte do trabalho pesado para o grupo de Rick. A chegada de novos
personagens não foi um presságio para Allen e para Donna, mas Tyreese e seu
grupo trouxeram uma excelente dinâmica para os quadrinhos muito antes de
qualquer um ter ouvido o nome “Woodbury”.
05 - Não existe CDC

O final da primeira temporada mostrou o grupo indo
ao CDC, onde eles aprenderam um pouco sobre a praga zumbi e como funcionava a
fisiologia dos zumbis. Essa foi uma parte efetiva do drama explicativo que
mostrou ao telespectador uma dica do que estava acontecendo entre o grupo. A
série precisava dessa parte porque, num drama televisivo, um telespectador vai
querer saber a origem dos zumbis, para fazer a câmera recuar para ver melhor o
mundo de The Walking Dead. Nos quadrinhos, Kirkman controla a câmera e ele
escolhe centrar-se na família Grimes e Cia.
The Walking Dead, os quadrinhos, é uma peça do
gênero, um tributo afetuoso a Romero e a todas as criaturas abomináveis que
destruíram o mundo tantas vezes, de tantas maneiras diferentes, durante a
história do gênero. Nos quadrinhos, ninguém precisa saber como o mundo acabou,
os fãs já viram isso em filmes incontáveis e em livros, o que importa são os
personagens nas páginas. O seriado deseja ir além das legalidades do gênero e
dar uma história anterior para um mundo que não é tão familiar para os que não
são fãs desse gênero. Quando o CDC é destruído, entretanto, é uma mensagem dura
e chocante para os telespectadores que diz: Não há mais respostas, não há mais
ajuda, não há mais ciência, vocês estão sozinhos.
Abertura dos Simpsons por Guillerme Del Toro é cheia de zumbis

Dia 6 de outubro vai ao ar o episódio especial de
Halloween (Dia das Bruxas) da 25° temporada de The
Simpsons, o "Treehouse of
Horror XXIV".
E desta vez, a animação de abertura teve como
diretor convidado nada mais nada menos que Guillerme Del Toro.
Nesta abertura temos várias referência de filmes do
próprio Del Toro, como Círculo de Fogo, Hellboy, O Labirinto do Fauno e Blade,
além de referência a Stephen King, Alfred Hitchcock e Edgar Allan Poe, entre
outros.
Conseguiu ver todas as referências?
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